Os esquemas mais comuns
Chantagem sexual (sextortion). Alguém consegue uma imagem ou um vídeo íntimo teu, muitas vezes depois de uma conversa que começou de forma simpática, e ameaça divulgá-lo aos teus contactos se não pagares. Quem ameaça raramente tem os teus contactos; conta com o susto para que atues sem pensar.
Perfil falso. Fotografias demasiado boas, respostas rápidas e perfeitas, pressa em passar para outra aplicação. Por trás pode estar uma pessoa a usar imagens roubadas ou um guião repetido com muitas vítimas ao mesmo tempo.
Pedido de dinheiro. Uma emergência, um bilhete, uma «prova» de que és real, um cartão-oferta, uma transferência para «desbloquear» uma entrega. Seja qual for a história, o objetivo é um só: que envies dinheiro a quem nunca viste.
Ligações e aplicações. Convites para clicar numa ligação, descarregar uma aplicação para «continuar a conversa com mais privacidade» ou verificar a tua idade num site externo costumam levar a páginas de pagamento ou a software malicioso.
Sinais de alarme
- Elogios muito intensos logo nos primeiros minutos.
- Insistência em sair do chat e continuar noutra aplicação.
- Pedido de fotos íntimas antes de haver qualquer conversa.
- Qualquer pedido de dinheiro, vales, criptomoedas ou dados bancários.
- Urgência: «tens de decidir agora», «só tenho esta hora».
- Histórias que mudam ou não batem certo com o que a pessoa disse antes.
Se estás a ser chantageado: o que fazer
- Não pagues. Pagar não costuma acabar com a chantagem; quase sempre faz subir o pedido, porque quem ameaça fica a saber que cedes.
- Não apagues nada. Guarda as conversas, os perfis, os endereços e capturas de ecrã das ameaças, com data e hora. São a prova.
- Corta o contacto. Bloqueia a pessoa e não respondas mais. No chat, denuncia o utilizador para os moderadores o poderem retirar.
- Pede ajuda. Apresenta queixa à PSP, à GNR ou à Polícia Judiciária, pessoalmente ou através da Queixa Eletrónica. A APAV tem a Linha de Apoio à Vítima, 116 006, que ajuda também em situações destas.
- Trava a divulgação. Se a imagem for íntima e a ameaça for divulgá-la, o StopNCII.org permite criar uma «impressão digital» da imagem no teu dispositivo, sem a enviar, para que as plataformas aderentes a bloqueiem.
Como te proteger antes de acontecer
- Não envies imagens íntimas a quem acabaste de conhecer.
- Se enviares, nunca mostres a cara, tatuagens, marcas ou fundos que te identifiquem.
- Usa um nick que não te ligue às tuas redes sociais.
- Desconfia de quem tem pressa e de quem te leva para fora do chat.
- Nunca envies dinheiro nem dados bancários a ninguém que conheceste aqui.
- Tem uma pessoa de confiança a quem contar se alguma coisa correr mal; vergonha é o que a chantagem conta que sintas.
O que faz o ChatSexo.pt e o que não consegue fazer
Todas as mensagens e todos os utilizadores têm denúncia, e os moderadores analisam-nas. Quem abusa pode ser silenciado ou banido da sala, e os casos de menores e de conteúdo ilegal ficam para a equipa que decide o banimento geral. As salas proíbem pedir dinheiro e anunciar serviços sexuais, e quem o faz é retirado.
O chat não consegue, no entanto, travar o que se passa fora dele. Se alguém te contactar por outra aplicação, a ameaça e a prova ficam nessa aplicação; guarda-as e leva-as às autoridades.
Escolhe uma sala e entra
Entras só com um nick, sem criar conta, e confirmas que tens 18 anos ou mais.
Perguntas frequentes
Pagar faz a chantagem parar?
Normalmente não. Quem chantageia percebe que cedes e costuma pedir mais. O conselho das autoridades é não pagar, guardar a prova e denunciar.
Posso ser vítima mesmo sem enviar imagens?
Sim, mas o risco cresce muito quando existe uma imagem. Há quem use imagens falsas ou montagens para assustar; guarda as mensagens e pede ajuda do mesmo modo.
A quem posso ligar em Portugal?
Em perigo imediato, 112. Para apoio a vítimas, a APAV tem a linha 116 006. Podes ainda apresentar queixa na PSP, na GNR, na Polícia Judiciária ou pela Queixa Eletrónica.
O que faço se a vítima for menor de idade?
Este site é só para maiores de 18 anos. Se és menor e passaste por isto, fala com um adulto de confiança e contacta o 112 ou a Linha Internet Segura, 800 21 90 90. Se conheces um menor nesta situação, denuncia à Polícia Judiciária.